domingo, 3 de maio de 2015

APRESENTAÇÃO E MISSÃO

A Sociedade de S. Vicente de Paulo foi fundada em França, em 1858, por um grupo de jovens universitários. Liderado por Francisco Ozanan, inspirado pelo dinamismo e criatividade do Sacerdote Vicente de Paulo que, no seu tempo, se empenhou no combate à miséria e pobreza. Na altura, Francisco Ozanam, com vinte anos de idade, era estudante de direito na Sorbone.
O amor ao próximo ensinado por Jesus Cristo, inspira esta instituição, na forma de “Associação de fiéis leigos”.
Originariamente designada Sociedade da Caridade, surgiu como resposta dos estudantes católicos às criticas dos estudantes ateus que atacavam os católicos perguntando-lhes pelas obras de caridade e afirmando que “os cristãos não praticam o que pregam”.  Foi então que Ozanan, reunindo à volta de si seis amigos ou companheiros, adoptou S. Vicente de Paulo, o Pai da caridade, como patrono (que viveu entre 1580 e 1660 numa solidariedade activa), começou a procurar os pobres, visitando-os e levando-lhes alimentos, roupas, ajuda, dedicação e, naturalmente, a própria Palavra de Deus. 

CONFERÊNCIA DE S. VICENTE DE PAULO



Na cidade de Beja, a Conferência Vicentina de Nossa Senhora de Fátima, surgiu em trinta de Janeiro de 1952.
Com recursos muito moderados, mantem-se fiéis à tradição vicentina, assistindo material e espiritualmente, através de visitas domiciliárias, algumas famílias ou pessoas isoladas da área geográfica da cidade, conforme as necessidades descobertas e as reais possibilidades.
Para colaborar com a Conferência Vicentina de Nossa Senhora de Fátima, em Beja, contacte-nos através do Acolhimento Paroquial das Paróquias da Unidade Pastoral.
A nossa Conferência é composta por oito membros que, em regime de voluntariado e segundo a disponibilidade própria de cada um, trabalham em favor dos mais necessitados. 

O que fazemos?

No cumprimento da nossa missão de assistência e caridade desenvolvemos um apoio diversificado de natureza não só material, mas também espiritual junto das pessoas.  Do ponto de vista social, a nossa principal função é dar apoio às famílias mais carenciadas. A nossa rede de apoio abrange no presente, com regularidade mensal cerca de doze famílias, num total de trinta pessoas.   Além destas famílias, aparecem-nos outros casos isolados a quem procuramos ajudar na medida das nossas possibilidades. A nossa principal ajuda, para além da distribuição de géneros alimentares, calçado e vestuário, vai para a compra de medicamentos, pagamento de água, electricidade, gás, electrodomésticos, rendas de casa, cobertores, lençóis e atoalhados. 
As visitas a doentes no Hospital, no domicilio e nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (Lares de 3º Idade), o Voluntariado no Hospital e num Lar, a par de algum compromisso na Catequese no levar da Sagrada Comunhão a alguns doentes no domicilio, completam a nossa missão.

Quem nos apoia?

A Conferência Vicentina de Nossa Senhora de Fátima, em Beja, além do peditório tradicional à porta da Igreja (ao domingo e uma vez por mês) e da colecta entre as Vicentinas, aquando das nossas reuniões, necessita de outros apoios substanciais para um maior e melhor cumprimento da sua missão. Graças a Deus que vai aumentando a consciência de responsabilidade face aos problemas sociais mais graves, como o da fome e precariedade extrema.
O número reduzido de Vicentinas e o facto de não possuirmos um espaço próprio para armazenamento de géneros alimentícios, peças de vestuário, calçado e outros bens, dificulta-nos o trabalho. Estamos esperançadas de, em breve, podermos dispor deste tão desejado espaço próprio.
A imperfeição e incapacidade dos sistemas sociais para superar e dar resposta aos condicionalismos das famílias e das pessoas individualmente consideradas, pedem que os critérios da Justiça sejam completados com a verdadeira Caridade.


Contamos com o apoio e a solidariedade de todos a fim de que, inspirados em Francisco Ozanam e S. Vicente de Paulo, possamos continuar a contribuir para que este mundo se vá renovando a partir da grandeza dos pequenos ou grandes gestos, realizados com total gratuidade.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Conferência Vicentina

Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo ou Conferências Vicentinas, é um movimento católico de leigos que se dedica, sob o influxo da justiça e da caridade, à realização de iniciativas destinadas a aliviar o sofrimento do próximo, em particular dos social e economicamente mais desfavorecidos, mediante o trabalho coordenado de seus membros.

A organização foi fundada em Paris a 23 de Abril de 1833, por um grupo de sete jovens universitários liderados por Frédéric Antoine Ozanam (1813-1853), estudante de Direito na Universidade de Sorbonne, um jovem na época com apenas 20 anos de idade. A organização adoptou São Vicente de Paulo (1581-1660) como patrono, inspirando-se no pensamento e na obra daquele santo, conhecido como o Pai da Caridade pela sua dedicação ao serviço dos pobres e dos infelizes. O lema da organização assenta na frase de São Vicente de Paulo: A caridade é inventiva até ao infinito.

Desde a simples oferta de «umas achas de lenha» - oferta inicial de Ozanam às famílias que primeiro visitou em Paris - às ofertas de roupa, livros, medicamentos, ajuda na procura de empregos e internamentos, visitas a lares, hospitais, cadeias, ou à fundação das chamadas «obras especiais» (obras de acção especializada e individualizada, lares de 3ª idade, centros de dia, casas de trabalho, salas de estudo, cantinas, lares para jovens, creches, infantários, jardins de infância, colónias de férias, etc.), a acção vicentina procura ser a resposta oportuna para cada situação de sofrimento ou pobreza que se detecta - resposta mais ou menos imediata, ou de simples encaminhamento das situações mais difíceis para as vias possíveis de resolução, inquietando consciências indiferentes, apesar de responsáveis, mas com possibilidade de resposta às situações de pobreza e sofrimento.

A acção vicentina preocupa-se com a promoção do homem na sociedade através de um sentimento de afecto e respeito pela dignidade de cada pessoa, da oferta de amor, a que todos têm direito, da compreensão e receptividade a uma confidência ou a um desabafo, um conselho com uma palavra amiga, um olhar carinhoso, motivos de fé e de esperança.